Operação Déjà Vu prende três e afasta servidores por suspeita de fraude em Prefeitura de MT

Operação Déjà Vu também resultou no cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão, medidas cautelares diversas da prisão, sequestros de bens e bloqueios de valores, que somam mais de R$ 490 mil.


Por Rota Araguaia em 20/01/2026 às 10:44 hs

Operação Déjà Vu prende três e afasta servidores por suspeita de fraude em Prefeitura de MT
Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

Redação

Três pessoas foram presas e três servidores públicos afastados durante a Operação Déjà Vu, deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (19), para apurar suspeitas de fraudes contra a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá.

Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de inserir dados falsos em sistemas informatizados do município, além da prática de crimes como corrupção e associação criminosa. A operação cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, aplicou nove medidas cautelares diversas da prisão, determinou quatro sequestros de bens e realizou o bloqueio de 12 contas bancárias, com valores que somam mais de R$ 490 mil.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e tiveram início em abril de 2025, após a Procuradoria-Geral do Município comunicar à polícia a suspeita de irregularidades no sistema interno do órgão. De acordo com os investigadores, os suspeitos teriam realizado cancelamentos e alterações indevidas de registros administrativos, além da inserção de informações falsas.

A apuração também aponta para o possível pagamento de vantagens indevidas relacionadas a supostos serviços de intermediação para modificar dados oficiais. Durante a operação, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e documentos que passarão por análise técnica para identificar a extensão das fraudes e o grau de participação de cada envolvido.

Ainda conforme a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à repetição de padrões observados nas irregularidades, com lançamentos e cancelamentos semelhantes que indicariam um esquema recorrente. A reportagem tentou contato com a Procuradoria-Geral do Município de Cuiabá, mas não obteve retorno até a última atualização.



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